quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
co-lapso
o céu estava em chamas
os animais subiam, sem peso, culpa ou gravidade.
formigas, bilhões de formigas caíam pra cima.
a água, a flora, a pedra, o cimento, a terra, o quartzo, o húmus, as antenas, os automóveis, as sacolas de plástico, os metais, as drogas, os botões, dinheiro, muito dinheiro, os instrumentos musicais, as armas, os relógios, os ossos. tudo subia.
menos as pessoas. estas afundavam no nada.
sábado, 21 de janeiro de 2012
se oscar wilde e glauber rocha vivessem os mesmo anos
se tivessem se encontrado
e mantido uma amizade daquelas que só os antigos souberam fazer
se tivessem bebido o mesmo copo
repartido divertimentos
compartilhado poemas
lutado contra as mesmas tradições
discutido ideias, fugido da polícia, visto juntos a mesma morte.
a arte, o dragão, a vaidade.
os versos, os reversos. os filmes que ainda não vi. os livros que ninguém escreveu.
se tivessem se encontrado
e mantido uma amizade daquelas que só os antigos souberam fazer
se tivessem bebido o mesmo copo
repartido divertimentos
compartilhado poemas
lutado contra as mesmas tradições
discutido ideias, fugido da polícia, visto juntos a mesma morte.
a arte, o dragão, a vaidade.
os versos, os reversos. os filmes que ainda não vi. os livros que ninguém escreveu.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
para além das coisas que eu não conheço
e que por isso ainda não existem
uma linha de pérolas atrás do reboco
passarinhos empalhados entupindo os canos
selos antiquíssimos nas entranhas da mesa
um grama de ouro no pote de arroz
meu dna na escova de dentes
dívidas e mais dívidas penduradas nos cabides
inventário inventado no ocaso azulento do dia
infinidade de relíquias e títulos autênticos
um testamento.
e que por isso ainda não existem
uma linha de pérolas atrás do reboco
passarinhos empalhados entupindo os canos
selos antiquíssimos nas entranhas da mesa
um grama de ouro no pote de arroz
meu dna na escova de dentes
dívidas e mais dívidas penduradas nos cabides
inventário inventado no ocaso azulento do dia
infinidade de relíquias e títulos autênticos
um testamento.
domingo, 19 de dezembro de 2010
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